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Debate Ensino Religioso nas escolas

Quinta-feira, 5 de outubro de 2017 - 22h09min

Na última quarta-feira de setembro, dia 29, o Supremo Tribunal Federal decidiu permitir que os professores de ensino religioso das escolas públicas promovam suas crenças em sala de aula. O chamado ensino confessional não será obrigatório, mas nem por isso deixa de ser polêmico. Neste sentido, o Canal Futura realizou debate sobre o Ensino Religioso nas escolas tendo como convidados: Luiz Antônio Cunha (UFRJ); Adecir Pozzer (Fonaper); Thomaz Pereira (FGV); Ivan Siqueira (CNE) e Flávia Pinto (Iser).

Conforme Adecir Pozzer (professor, coordenador da Educação Básica e integrante do Fórum Nacional Permanente do Ensino Religioso) a decisão do Supremo Tribunal Federal refletiu a tensão e dificuldade em entender o estado laico. Nesse sentido, a escola precisa se preocupar minimamente em discutir a diversidade cultural religiosa como integrante da humanidade, pois a família e  lideranças religiosas sempre irão tratar desse assunto num viés teológico, dogmático e doutrinário, sendo que isso pode gerar uma formação deficitária em termos de convivência com a diferença. Destacou que atualmente o Fonaper e muitas secretarias de ensino trabalham na perspectiva de um ensino religioso pautado no estudo e compreensão do fenômeno religioso, sem o uso de práticas proselitistas.

Adecir Pozzer, licenciado em Ciências da Religião, rememorou que o Fonaper em sua gênese é constituído por professores de todo o Brasil, constituindo-se em um fórum sem fins lucrativos, primando pelo Ensino Religioso não confessional na escola pública.

Mencionou que o componente é obrigatório por parte das redes de ensino, por isso é primordial que a Base Nacional Comum Curricular venha oferecer minimamente os conteúdos e conhecimentos a serem desenvolvidos em nível nacional, sendo que isso não afeta a questão da facultatividade aos estudantes. Relembrou que na versão atual da BNCC o Ensino Religioso foi excluído desconsiderando seu processo de desenvolvimento, visto que na primeira e segunda versão estava contemplado. 

Questionado sobre o que não deve faltar na formação do professor de Ensino Religioso Pozzer frisou que se deve  contemplar a religião como um fenômeno social produzido pelas diferentes sociedades e que a não formação específica do profissional que irá tabalhar esse componente poderá induzir em práticas proselitistas.

O debate completo encontra-se disponível no link: http://www.futuraplay.org/video/ensino-religioso-nas-escolas/385380/

Fonte: Canal Futura

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