Quando o eminente jurista negro Hédio Silva adentrou no recinto da Corte Suprema do Brasil, os advogados da outra parte não imaginavam que seriam derrotados de forma tão contundente. Dr. Hédio representava a União de Tendas de Umbanda e Candomblé do Brasil e o Conselho Estadual da Umbanda e dos Cultos Afro-brasileiros do Rio Grande do Sul. No outro lado, organizações fundamentalistas “cristãs” e outras dizendo-se defensoras dos animais. Os “cristãos” alegavam razões misericordiosas para impedir o abate de animais em cultos religiosos.

SAPATOS DE COURO

Dr. Hédio começou dizendo que reparou na retórica dos adversários, mas também reparou nos seus sapatos. Os advogados representantes do fundamentalismo calçavam sapatos de couro animal. Facilmente, o truque canhestro para enganar a sociedade a partir dos verdadeiros propósitos de fazer imperar a Intolerância Religiosa, foi desmentido com uma única frase. Afinal, quem defende os animais não usa sapatos de couro.

E AS OUTRAS RELIGIÕES?

O jurista negro prosseguiu em sua luta vitoriosa para denunciar preconceitos cruéis coloniais disfarçados de direito dos animais. Foi assim que ele perguntou por que os interessados advogados opostos não questionavam também o abate que os frigoríficos brasileiros fazem de milhares e milhares de animais para judeus e muçulmanos no mundo inteiro toda semana. Era outra pergunta sem resposta plausível.

E OS OUTROS ANIMAIS?

O advogado da Umbanda e do Candomblé, jurista e Pai de Santo, continuou surpreendendo e vencendo facilmente os seus opositores, que talvez sejam opositores também da Liberdade e da Diversidade Religiosas. Ora bem, se a vida da galinha da macumba é tão preciosa, por que os mesmos advogados não entraram contra o funcionamento dos grandes frigoríficos de aves, bovinos e caprinos do Brasil? Tais animais são animais como também o são as galinhas…

ALMOÇOU O QUE??

O Grande Mestre continuou dando lições de Direitos Humanos em sua curta e profícua fala aos principais juízes da nossa pátria. Ele citou que alguém deveria ter imaginado que bife nasce em árvores e alguém terá acreditado nessa insânia. Teve a misericórdia de não perguntar qual foi o conteúdo da refeição dos colegas no almoço anterior, mas isso já fica subentendido… (Se você quiser conhecer o vídeo que inspirou este artigo, digite o termo “galinha da macumba” em qualquer buscador).

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