O recente escândalo de um homem que se fazia passar por liderança das religiões afro-brasileiras sem ser, me fez matutar bastante sobre a presença do embuste ou enganação no campo religioso. Nada mais terrível para o coração do adepto ou do fiel que ali está buscando Cuidado Espiritual do que saber que diante dele está um enganador, um mentiroso. Pode até lhe faltar chão debaixo dos pés….

É FÁCIL?

Infelizmente, pensando à maneira dos policiais, é relativamente fácil fazer de conta que se é membro de uma religião ou mesmo liderança dela. Afinal, é bem simples vestir roupas sagradas imitadas e reproduzir rituais como se fosse uma mera dança vazia. Palavras? Basta dizê-las. Livros sagrados? Basta citá-los. Porém, a mensagem profunda que cala no coração do seguidor é inimitável.

O CRIME ESPIRITUAL

Existem muitas formas de crime, mas parece que ainda não ficou claro que precisamos admitir a existência do crime espiritual. Ocorre um profundo prejuízo espiritual para quem é enganado e manipulado por algum ou algum mau caráter que se faz membro de uma religião sem ter capacidade de oferecer o Cuidado Espiritual que ela concede. É possível que um adoecimento psicológico venha na esteira desta enganação de que foi vítima….

É PRECISO PUNIR

 É claro que existem aqueles que enganam parcialmente e saem bonitos na foto por serem realmente membros de instituições religiosas aceitas pela lei da República. Lamentável! Num caso ou noutro, a legislação deveria punir e enquadrar fortemente o falso religioso como alguém que atenta contra a saúde mental de sua vítima. Lutar por uma nova legislação é papel de todos nós e dever dos legisladores e juristas!

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