Precisamos falar sobre suicídio! Os casos de suicídio não podem virar uma estatística ou algo bananal. No imaginário profundo, realizar a própria morte revela não só a dor individual, mas também a sombra coletiva. Cada ser humano que tira a própria vida demonstra o drama profundo da existência neste mundo.

PREVENÇÃO

É somente quando perdemos alguém próximo que costumamos nos preocupar com o assunto. Porém, estamos perto de uma espécie de pandemia de suicídios. O assunto é coletivo. Os casos se avolumam, inclusive no ambiente escolar em todos os níveis. As instituições e os gestores têm buscado soluções através de serviços de apoio individual no combate ao suicídio. É uma atitude louvável, mas falta o link com a espiritualidade profunda na maioria destes serviços.

VOCÊ S/A & PANDEMIA

Um dos vetores a atingirem principalmente os jovens estudantes, é a cultura do sucesso material e social a qualquer preço. Aparentemente, a competitividade acabou se confundindo com a chamada “lei do Gerson”: querer levar vantagem em tudo. Pressionado pela sociedade e, muitas vezes, pela própria família, o indivíduo pode se desesperar e se desencantar com a vida. Se somarmos a isso uma situação pandêmica como a atual, temos a equação de um fator social do suicídio.

VAZIO DA ALMA

Os fatores sociais, entretanto, não são suficientes para explicar toda a circunstância do suicídio. O homo sapiens vive permanentemente o dilema espiritual e a dor da finitude da vida. Constrói eufemismos, quase sempre sagrados, que tentam dar sentido a um mundo sem sentido. O vazio da alma é uma possibilidade para qualquer ser humano. O individualismo dos nossos dias torna este vazio mais próximo entre nós.

SOCIEDADE

Uma sociedade marcada pelo império do dinheiro e das demonstrações públicas de consumo, como é a brasileira, está fadada a enfrentar o suicídio como um problema social. Muitos tentam realizar-se, mas só uns poucos conseguem fama e riqueza. Diversas cosmogonias, religiosas ou filosóficas, permitem acalmar o coração e descobrir as personas da alma. O Cuidado Espiritual laico já deveria estar nas políticas públicas de prevenção ao suicídio.

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